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Muttergottesoktav . Octave Notre-Dame  
2 de Fevereiro de 2016

As origens da Oitava em honra da Mãe de Deus no Luxemburgo

A peregrinação junto à imagem miraculosa da Senhora dos Aflitos, na Catedral do Luxemburgo, durante a Oitava, é um dos pilares essenciais da piedade popular luxemburguesa, que perdura até aos nossos dias.

As origens do culto à Consoladora dos Aflitos, na época do Padre Jacques Brocquart SJ (1660) têm a sua raiz “na ideia de peregrinação”. A 8 de Dezembro de 1624, durante a Festa da Imaculada Conceição de Maria, o Padre Brocquart – como reza a história - acompanhado pelos alunos da Congregação Mariana do novo Colégio Jesuíta, na cidade do Luxemburgo, levou em procissão uma imagem de Maria, esculpida em madeira de tília, que representava a Mulher referida no livro do Apocalipse, erguida majestosamente sobre a lua crescente. A procissão caminhou até uma nova terra de fortaleza, o “Glacis”, onde a imagem começou a ser venerada.

A imagem de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos está na Catedral do Luxemburgo Foto: Roger Nilles

A partir de 1625, alguns grupos de estudantes, mas também muitos peregrinos começaram a ir em romaria até à imagem da Consoladora dos Aflitos, na capela edificada no terreno do “Glacis”, em frente às portas da cidade. Em 1628, a capela foi consagrada como um lugar de peregrinação. Já em 1639, o primeiro “Livro dos Milagres” refere as orações atendidas, e as curas realizadas, diante da imagem miraculosa, na capela do Glacis.

Dada a crescente popularidade entre o povo de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, iniciou-se nesse mesmo ano uma semana completa de peregrinação, o que constitui a estrutura base das celebrações da Oitava até aos nossos dias.

Também nesse ano, pela primeira vez, devido à grande afluência de peregrinos, a imagem da Consoladora dos Aflitos foi transferida, durante oito dias, para a Igreja dos Jesuítas situada no interior da cidade (actual Catedral), e oito dias mais tarde, durante uma procissão solene, a imagem de Nossa Senhora voltou para a capela dos peregrinos, no “Glacis”. Rapidamente, esta peregrinação local tornou-se num acontecimento importante da religiosidade popular da cidade, do país e de toda a região.

Em 1666, a Mãe de Deus foi acolhida como padroeira da cidade do Luxemburgo. Em 1678, Maria foi escolhida como padroeira nacional do Grão-Ducado do Luxemburgo. Ainda hoje, as várias regiões do antigo território do Luxemburgo fazem a sua peregrinação a Nossa Senhora. Além disso, desde 1642 que em Kevelaer, na região de Dusseldorf, na Alemanha, é venerada uma imagem da Consoladora do Luxemburgo.

Após as importantes operações de restauro, concluídas no Outono de 2008, foi possível determinar cientificamente a origem geográfica da imagem da Consoladora dos Aflitos. Tudo indica que provenha da zona de Colónia, também na Alemanha.

Desde 1921, a peregrinação anual realiza-se durante de duas semanas, ou seja, do quarto ao sexto domingo do tempo da Páscoa.

Georges HELLINGHAUSEN
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