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16 de Janeiro de 2018

Fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima a caminho dos altares

Papa reconhece “as virtudes heroicas” da Serva de Deus Luísa Andaluz

As Servas de Nossa Senhora de Fátima tiveram o melhor presente de Natal que podiam esperar: o Papa Francisco aprovou um decreto que reconhece “as virtudes heroicas” da Serva de Deus Luísa Andaluz, fundadora da Congregação. O próximo passo é a beatificação.

As irmãs da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima no Luxemburgo à volta da foto da fundadora, Luísa Andaluz.

O documento, publicado a 19 de Dezembro de 2017, é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

A aprovação de um milagre é agora um ponto necessário para a proclamação de Luísa Andaluz como beata.

O processo de canonização da Fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima, cuja congregação conta com a presença de três irmãs no Luxemburgo, deu entrada em Roma há mais de 17 anos. A 3 de Abril de 2000 era o cardeal português, D. José Saraiva Martins, o prefeito da Congregação para os Santos, quando o processo foi entregue à Cúria Romana.

“Em momento tão jubiloso e único na vida da Congregação, pela confirmação da vida virtuosa da nossa fundadora, Deus convida-nos, mais uma vez, a fazer acontecer Natal”, declarou a superiora-geral da Congregação , a irmã Lucília Maria Gaspar, na altura da divulgação da decisão da Santa Sé.

A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima está no Luxemburgo há 25 anos. As três irmãs que agora compõem a congregação não escondem a alegria por mais este passo. “Este momento para nós tem duas vertentes: uma de acção de graças, de alegria, mas também um grande desafio: a conversão, de vivermos mais de acordo com os pensamentos da nossa fundadora. Quanto ao milagre, não há magia, mas a necessidade de criar as condições para que ele aconteça”, diz a irmã Perpétua.

“Desde muito nova que a nossa fundadora teve uma vida de entrega aos outros, de abnegação. Habituou-se desde cedo a que os sofrimentos burilassem a sua alma, tão necessária de ser provada - dizia ela - até ao nível da vida afectiva. Já depois de toda a família ter morrido, a única irmã que lhe restava fez-se carmelita num convento em Espanha”, conta a irmã Perpétua.

De nome completo Luísa Maria Langstroth Figuera De Sousa Vadre Santa Marta Mesquita e Melo, Luísa Andaluz nasceu a 12 de Fevereiro de 1877, no Palácio Andaluz em Marvila (Santarém), no meio de uma família abastada.

Fruto de uma sólida educação católica, cedo nasceu na então jovem Luísa o desejo de dedicar a sua vida aos outros, através do apostolado e do ensino, do serviço aos mais carenciados.

Aos 16 anos tirou o diploma de professora primária e em 1923 abriu, numa casa que herdou dos seus pais, o Colégio Andaluz, instituição que hoje prossegue viva através do Politécnico de Santarém.

O seu desejo de consagração a Deus e aos outros, e a sua devoção a Nossa Senhora, levou-a a fundar na mesma altura a congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, que foi oficialmente reconhecida em 1939.

Luísa Andaluz manteve-se como superiora da congregação até 1953, altura em que se retirou para Fátima e se dedicou ao acolhimento aos peregrinos no Santuário.

Os seus últimos tempos de vida foram passados em Lisboa, onde veio a falecer, aos 96 anos, a 20 de Agosto de 1973.

Desde o ano 2000 que a Congregação tem em Roma uma irmã responsável pela canonização de Luísa Andaluz. Agora que a fama de santidade já foi reconhecida faltam os milagres. Para isso toda a documentação relativa a graças obtidas através da irmã Luísa Andaluz devem ser enviadas, por carta, para:

Postulação Maria Andaluz
Largo de S. Mamede, nº 1
1250 -236 Lisboa
Portugal

 
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