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27 de Fevereiro de 2017

Instruções pastorais para a Quaresma de 2017

A reconciliação e o voltar à comunhão plena com Cristo durante a Quaresma

Desde os tempos antigos que a Igreja se prepara para a Páscoa, a festa da morte e ressurreição de Cristo, através de uma penitência de quarenta dias. Os cristãos esforçam-se para mudar de vida, para que através da oração, penitência, reconciliação e caridade concreta haja, nas suas vidas, mais espaço para Cristo. Só na medida em que somos misericordiodos uns com os outros é que podemos testemunhar a misericórdia infinita de Deus.

A Quaresma é um tempo privilegiado de graça para o arrependimento e o retorno à plena comunhão com Cristo, graças à plena participação na celebração da Eucaristia, mas também, num grau particular, ao sacramento da Reconciliação (confissão).

A plena comunhão dos batizados com o Senhor e a sua Igreja ocorre plenamente na celebração eucarística. Assim, a Igreja recomenda a comunhão respeitosa em cada Missa. Cada crente deve, pelo menos uma vez por ano, receber, durante o tempo da Páscoa, a Comunhão, que expressa a sua participação na celebração da Eucaristia e que exprime a comunhão com a Igreja.

Através do sacramento da Reconciliação, o perdão de Deus é oferecido ao cristão que se arrepende dos seus pecados e sinceramente os confessa; é nesta ocasião que se experimenta a Misericórdia Divina. Todo o cristão deve verificar regularmente se peca específica, voluntária e conscientemente contra Deus, contra a Igreja, contra o nosso próximo ou contra si mesmo. Quem tem consciência de um pecado grave deve recorrer à confissão, ao sacramento da reconciliação, logo que possível. Há ainda lugar à reparação de todo o mal causado pelo pecador.

Mesmo os crentes que não têm de confessar pecados graves, devem procurar com frequência o sacramento da reconciliação para se convencerem da generosa misericórdia de Deus. A confissão pessoal também promove o auto-conhecimento e contribui para a maturidade interior. Na nossa Arquidiocese, o tempo para os sacramentos da Páscoa (Reconciliação -Penitência/Confissão- e Comunhão) estende-se desde a quarta-feira de Cinzas até à segunda-feira de Pentecostes.

O ser humano livra-se das suas próprias necessidades e desejos através do jejum e todas as outras formas de renúncia. Torna-se assim livre em relação a Deus e ao próximo. A abstinência com a renúncia à ingestão de carne na quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa é exigida a todos os que já tenham feito 14 anos.

O jejum e as «ofertas do jejum» estão sujeitas à livre responsabilidade de cada católico com idade entre 18 e os 60 anos. Como um sinal de conversão, no sentido de um retorno consciente a Deus e aos outros seres humanos, especialmente os mais necessitados, o nosso Arcebispo pediu para que se siga a abstinência e o jejum para além da Semana Santa, ou seja, todas as sexta-feiras da Quaresma. Estão naturalmente desobrigados os fiéis que estão impedidos por doença, que estejam em viagem, que tenham de partilhar a sua refeição com alguém, que tenham de efectuar trabalhos físicos extenuantes. Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência/conversão, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.

Que o tempo de jejum e oração nos possa trazer para mais perto de Deus, e de todos.

Comunicado da Cúria Diocesana

 
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