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Notre-Dame de Fatima . Nossa Senhora de Fátima  
10 de Maio de 2016

Imagem Peregrina de Fátima foi feita a pedido de uma família luxemburguesa

Entrevista ao Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos

O bispo do Porto foi o convidado especial da procissão de Nossa Senhora de Fátima, em Wiltz. Na sua passagem pelo Luxemburgo D. António Francisco dos Santos esteve à conversa com o site da Igreja Católica no Luxemburgo, e revelou que a Imagem Peregrina de Fátima, que já correu quase o mundo inteiro e que no próximo ano vem ao Luxemburgo, foi feita a pedido de uma família luxemburguesa.

D. António Francisco dos Santos é bispo do Porto desde 2014.
Foto: DM

Cathol.lu - É verdade que a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que para o ano vem ao Luxemburgo, foi feita a pedido de uma família luxemburguesa?

D. António – Sim, é verdade. Agora não lhe posso dizer o nome da família, porque não me lembro, mas o pedido nasceu aqui, por causa da última Grande Guerra.

Cathol.lu - Em 2017, vai ser a segunda vez que essa Imagem Peregrina vem ao Luxemburgo?

D. António – A primeira viagem da Imagem Peregrina partiu de Fátima para Évora, depois Badajoz, Espanha, em direcção a Berlim, que era a cidade que naquele tempo era o símbolo da destruição e do sofrimento causados pela guerra. Uma cidade, capital de um grande império, dividida ao meio e dilacerada pela Guerra. Depois de Berlim, a Imagem passou por vários países da Europa, como a Holanda e a Bélgica, e chegou ao Luxemburgo, o último país a receber a Imagem durante essa digressão. Daqui do Luxemburgo a Imagem de Fátima embarcou para Portugal, num porto francês, no navio Ribeira Grande, até ao porto de Leixões. Foi no dia 29 de Fevereiro de 1948.
A viagem do Porto de Leixões até à Sé do Porto demorou dez horas. O percurso estava cheio de gente que ovacionava a Virgem de Fátima.

Cathol.lu - Mas a Imagem Peregrina não é a que está na Capelinha das Aparições, na Cova da Iria, em Fátima?

D. António – A Imagem Peregrina é um sinal da presença da Mensagem de Fátima junto das pessoas que não podem ir a Fátima. Foi com essa intenção que foi esculpida. E não, não é a imagem que está na Capelinha das Aparições. A Imagem Peregrina é uma réplica da que está em Fátima, e foi feita segundo as instruções de Lúcia, isto é de acordo com as Aparicões, com as suas normas e conselhos. A Imagem Peregrina foi esculpida em 1947 e foi benzida pelo arcebispo de Évora, na altura era o D. Manuel da Conceição Santos.

Cathol.lu - A Imagem Peregrina de Fátima acaba agora a 13 de Maio um périplo por todas as dioceses de Portugal…

D. António – Ao preparar o Centenário das Apariçoes de Fátima, os bispos portugueses prepararam um programa para a visita da Nossa Senhora de Fátima. Numa primeira fase, entre 2014 e 2015, a Imagem Peregrina visitou todos os mosteiros de vida contemplativa, os conventos de clausura, que não podem ir a Fátima, uma visita que acabou por ser uma homenagem às Carmelitas e à irmã Lúcia. Depois, numa segunda fase, que começou no dia 13 de Maio do ano passado, e que vai acabar agora, no dia 13 de Maio deste ano, a Imagem Peregrina visitou todas as dioceses de Portugal.

Cathol.lu - A sua diocese, o Porto, já recebeu a visita de Nossa Senhora de Fátima?

D. António - Sim, a visita acabou agora no início de Maio. Para o Porto foi uma bênção de Deus. A Mensagem de Fátima é a tradução para os nossos dias da alegria do evangelho, da mensagem do evangelho, e que Nossa Senhora veio apontar aos Pastorinhos o caminho para o encontro com Jesus, e no rosto de Jesus vermos o rosto de misericórdia do Pai. Estamos assim inseridos no Ano Santo da Misericórdia, e ao mesmo tempo na centralidade que Maria tem para nos conduzir a Jesus. “Maria não é o caminho, mas é a vereda para esse caminho, que é Jesus. Jesus é o caminho; ela não é a verdade, mas é a mensageira do evangelho da verdade; ela não é a vida, ela não nos dá a vida, mas é a mãe de onde nós recebemos a vida, que é Jesus. Depois, em segundo lugar, Maria foi apresentada por Paulo VI como a Mãe da Igreja. Recebermos a visita da Imagem Peregrina é um convite a valorizarmos esta maternidade divina de Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja, e que é ao mesmo tempo ícone e modelo do crente, nesta Igreja Mãe, tal como o Papa Francisco tem dito.

Cathol.lu - E que balanço faz da visita da Virgem de Fátima à sua diocese?

D. António - A visita da Virgem de Fátima é uma oportunidade para que a gente descubra o segredo e o valor eterno das lágrimas. A Nossa Senhora quando chega, vem com o coração aberto, e quando parte, vai com o coração pesado, com as nossas preces, as nossas dores, e com as nossas esperanças...mas deixa-nos uma passagem de alegria, de serenidade, de paz, e de incentivo à vida como só as mães sabem fazer. Era impressionante ver como os reclusos recebiam a Nossa Senhora nos estabelecimentos prisionais! Nunca houve um problema. As fábricas fechavam as portas durante umas horas para que os trabalhadores pudessem vir para a beira da estrada acenar a Nossa Senhora; as escolas também paravam à passagem da Imagem Peregrina. E era fantástico ver as famílias com os filhos pequenos à espera da Mãe de Jesus. Nossa Senhora passava e não perguntava qual era situação daquela família, se eram casados ou não pela Igreja…

Cathol.lu - E o que é que o Luxemburgo pode vir a ganhar com a visita da Imagem de Fátima?

D. António- É sempre uma bênção. A visita da Imagem Peregrina de Fátima pode ajudar a valorizar as famílias que temos. A mãe no concreto da vida de família é o elo forte e muito próximo da Mãe de Deus. Ao povo do Luxemburgo que tem como padroeira a Nossa Senhora dos Aflitos, eu gostava de dizer que há um reencontro entre a Mensagem de Fátima, que não esqueçamos foi no final da Primeira Grande Guerra, e que era um convite à paz no mundo, e as aflições diárias por que passa o mundo, nestas incertezas que todos nós vivemos, em situações concretas e bem recentes. O olhar do povo luxemburguês com as suas tradições e a sua língua para a Nossa Senhora dos Aflitos é o mesmo olhar com que os portugueses e os imigrantes portugueses olham para Nossa Senhora de Fátima, que é Altar do Mundo. Actualmente, Fátima não é um património exclusivo de Leiria ou de Portugal, mas é um património espiritual de todo o mundo.

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As frases...

“A visita da Virgem de Fátima é uma oportunidade para que a gente descubra o segredo e o valor eterno das lágrimas. A Nossa Senhora quando chega, vem com o coração aberto, e quando parte, vai com o coração pesado, com as nossas preces, as nossas dores, e com as nossas esperanças...mas deixa-nos uma passagem de alegria, de serenidade, de paz, e de incentivo à vida como só as mães sabem fazer”.

“Maria não é o caminho, mas é a vereda para esse caminho, que é Jesus. Jesus é o caminho; ela não é a verdade, mas é a mensageira do evangelho da verdade; ela não é a vida, ela não nos dá a vida, mas é a mãe de onde nós recebemos a vida, que é Jesus”.

«O olhar do povo luxemburguês com as suas tradições e a sua língua para a Nossa Senhora dos Aflitos é o mesmo olhar com que os portugueses e os imigrantes portugueses olham para Nossa Senhora de Fátima, que é Altar do Mundo. Actualmente, Fátima não é um património exclusivo de Leiria ou de Portugal, mas é um património espiritual de todo o mundo».


D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto

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